terça-feira, 29 de março de 2011

TURMA 1971 - Instituto de Geociências da UFRGS

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TURMA 1970 - Escola de Geologia da UFRGS

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TURMA 1969 - Escola de Geologia da UFRGS

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TURMA 1968 - Escola de Geologia da URGS

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TURMA 1967 - Escola de Geologia da URGS

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Geólogos da Mineropar ajudaram a salvar vidas

Notícia veiculada no blog da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em 18 de março de 2011.


Não posso deixar de reconhecer também o trabalho da Mineropar, que salvou centenas de vidas. De dois técnicos especificamente: Rogério e Diclécio. Esses dois técnicos foram chamados pelo Prefeito de Antonina. Quando começou a chover, Canduca ficou muito preocupado com o volume da água e pediu para que eles fossem fazer uma avaliação do morro. E os técnicos disseram: “Retirem as pessoas, porque vai haver desabamento”. E foi o aconteceu: eles retiraram as pessoas no final da tarde; e, no início da noite, desabou. A única pessoa que resistiu e ficou, faleceu.

 É muito importante ter condições de antever um problema como esse. Então, quero aqui em meu blog, assim como fiz ontem no Plenário do Senado, homenagear o Rogério e o Diclécio, que são heróis anônimos, não aparecem; mas, se não fossem eles, poderíamos ter tido uma tragédia muito maior.
Os geólogos citados pela senadora Gleisi Hoffmann são Rogerio da Silva Felipe e Diclécio Falcade do quadro da Mineropar - Serviço Geológico do Paraná. O trabalho duro continua em Morretes e Antonina. Lá estão há mais de dez dias os geólogos Edir Arioli e Diclécio Falcade, assessorando o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil na identificação de áreas de risco de escorregamentos em virtude das chuvas que há mais de um mês estão caindo nessa região da Serra do Mar. A equipe da MINEROPAR na região deve aumentar com a alocação de outros geólogos e técnicos de forma a contornar essa emergência e tentar prever e delimitar as áreas que serão afetadas em eventos que certamente ocorrerão nos próximos anos.

Um serviço geológico estadual é o responsável pela geração de dados e de informações que auxiliem na caracterização do meio físico e no apoio à sociedade em todos os assuntos que estejam relacionados diretamente com a geologia. Assim, são suas áreas de atuação o mapeamento geológico, geologia de áreas urbanas, levantamentos geoquímicos e geofísicos, economia mineral, geologia médica, caracterização de áreas de risco, apoio em situações de emergência e de catástrofes naturais.
Se alguém ainda tem dúvidas quanto a utilidade de um serviço geológico estadual, aí está um excelente exemplo para convencimento.
 

Fotos: geólogo Oscar Salazar Junior (MINEROPAR) em sobrevôo de helicóptero, logo após a catastrofe.

domingo, 13 de março de 2011

TURMA 1966 - Escola de Geologia da URGS

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TURMA 1965 - Escola de Geologia da URGS

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TURMA 1964 - CAGE

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sábado, 12 de março de 2011

Plantas hiperacumuladoras de metais

Viktor Moritz Goldschmidt, um dos grandes geoquímicos, começou a pesquisar a acumulação de metais em tecidos e orgãos dos vegetais, com  interesse despertado pelos elevados teores de Ge que encontrava nos carvões. Estabeleceu por fim a importância do ciclo de vida dos vegetais na acumulalção de metais e abriu caminho para estudos de fitogeoquimica e de fisiologia vegetal.

A biogeoquímica tornou-se uma das técnicas de exploração geoquímica, infelizmente pouco utilizadas em levantamentos sistemáticos ou em escala regional. Usa a capacidade que algumas espécies vegetais têm de acumular certos metais em alguns orgãos especificos para identificar as concentrações endêmicas desses vegetais e as possíveis relações de causa-e-efeito com a presença de depósitos minerais. Além dessas aplicações em prospecção, essa capacidade tem aplicação em outras áreas como a bio-remediação de áreas contaminadas.

Na Zâmbia e Zimbabwe, o Becium centraliafricanum é encontrada apenas em solos que contêm mais de 1.000 mg/kg Cu e pode acumular mais que 3.000 mg/kg Cu nas folhas (mg/kg = ppm). É relatada com frequência nas rochas ultramáficas do Great Dyke do Zimbabwe (onde os solos são ricos em Cu e Ni) e sua presença é responsável pela descoberta de depósitos de cobre.

No Platô do Colorado, espécies do gênero Astragalus, são indicadoras de mineralizações Se-U. Podem acumular até 15.000 ppm Se e por isso, exalam inconfundível cheiro de alho, são extremamente tóxicas a ponto de poder matar pequenos animais por envenenamento. Na foto ao lado o Astragalus mohaviensis do Deserto de Mohave.



No Rio Grande do Sul, foram encontradas acumulações de metais em tecidos vegetais de espécies endêmicas em solos ultramáficos, na forma de concreções e nódulos sub-microscópicos nas células. Na imagem ao lado de Cunha et al,  uma concreção de Au em um corte transversal do raquis da Scutia buxifolia (Coronilha).



Porém, parece que o caso mais espetacular é o da  Sebertia acuminata, uma planta hiperacumuladora de Ni, endêmica dos solos serpentiníticos da Nova Caledônia. Os teores de Ni na seiva seca atingem inacreditáveis 25,74% Ni, e as folhas contém até 11.700 ppm de Ni em base seca. São os mais altos teores do metal encontrados em qualquer ser vivo. As concentrações de Ni são tão elevadas que a seiva tem uma coloração verde-jade, como se vê na foto ao lado de David E. Salt.


Para saber mais:
- Duvign. & Plancke. 1973. Copper-induced chlorosis in Becium Homblei (De Wild). Plant and soil. Springer Publ. Netherlands. v38, n3,
- Brummer J.J.1; Woodward G.D.  A history of the `Zambian copper flower', Becium centraliafricanum (B. homblei). Journal of Geoch. Exploration, v. 65, n. 2, March 1999  pp. 133-140(8)
- Cunha, M.C.L e, Mariath,J.E. de A.,Menegotto,E., Formoso, M.L.L. Diagnose de microbiólitos metálicos em espécies vegetais endêmicas em solos de rochas ultramáficas por microscopia eletrônica de varredura. Pesquisas em Geociências 31(1): 17-28. 2004
 - T. Jaffré, R. R. Brooks, J. Lee and R. D. Reeves. Sebertia acuminata: A Hyperaccumulator of Nickel from New Caledonia. Science 13 August 1976:Vol. 193 no. 4253 pp. 579-580 http://www.sciencemag.org/content/193/4253/579.abstract
- David E. Salt. From Meals to Metals and Back. Center for Plant Environmental Stress Physiology, Purdue University. http://4e.plantphys.net/article.php?ch=&id=84