sábado, 1 de maio de 2010

Meet the geobloggers

Está na edição #1, 2010 do Earth Explorer boletim eletrônico da Geosoft, a matéria assinada por Graham Chandler baseada numa entrevista com dois geobloggers: o geoquímico Otavio A. B. Licht (o autor desse blog) e o geofísico Alexander Prokhodko da National Mining University de Dnepropetrovsk, Ucrânia.
Geoblogging has different meanings to different people but for these two Earth Explorers it’s all about sharing their special passions for the geosciences while disseminating useful topics and generating discussion around the world.
A matéria relata o processo de criação, atualização, criação das pautas e outros detalhes dos dois blogs que são, segundo o autor, dois dos mais recentes blogs dedicados a geologia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fotos espetaculares

Aqui está um link enviado pela Profª Maria do Carmo Cunha da UFRGS com 35 fotos espetaculares do Eyjafjallajokull

http://www.boston.com/bigpicture/2010/04/more_from_eyjafjallajokull.html


A propósito, se alguém tiver análises quimicas e outras informações mais detalhadas sobre essa série de erupções, mande o link ou a fonte que eu gostaria muito de postá-las.

sábado, 17 de abril de 2010

Vulcanismo básico, sim senhor !

A enorme nuvem de cinzas do vulcão islandês, que fica sob a geleira Eyjafjallajokull, e cuja pronúncia correta seria Ay-uh-full-ay-ho-kul, se espalhou ainda mais sobre a Europa, atingindo seriamente a navegação aérea da Europa. Reino Unido, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Estônia, França, Alemanha, Irlanda, Polônia, Suécia e República Tcheca entre os 23 países que cancelaram cerca de 25.000 vôos.
A nuvem chegou a alcançar 11 quilômetros de altitude e espalhou cinzas por toda a Europa. E por incrível que possa parecer, muitos geólogos não admitem que magmas básicos são capazes de produzir erupções explosivas e ricas em cinza e produzir depósitos de tephra,  tufos e cineritos a dezenas ou centenas de quilômetros de distância do aparelho vulcânico.
 Atendendo a solicitação de um leitor não geólogo, que pediu mais explicações: os magmas básicos (p.ex. basaltos) tendem a ser mais fluidos e geralmente produzem erupções mais tranquilas, ao contrário dos magmas ácidos (p.ex. riolitos) que são mais viscosos e caracteristicamente produzem erupções violentas. No caso do Eyjafjallajokull, ocorre que a atividade do vulcão - iniciada há muitos meses - sob uma geleira, produziu grande quantidade de água que aproveitando as fraturas abertas, penetrou no conduto e talvez em parte da câmara magmática aumentando a pressão, contribuindo para a série de eventos explosivos que começaram timidamente em 20 de março, com ápice nos últimos dias e que talvez ocorram novamente no mesmo Eyjafjallajokull e provavelmente despertem o Katla que entrou em atividade pela ultima vez em 1918. Esse Katla é considerado o mais violento vulcão da Islândia em virtude dos lahar catastróficos que já produziu, pois também está sob gelo e com encostas com fortes declives. Lahar são violentos fluxos de detritos e água de degelo que ocorrem nas regiões vulcânicas geladas, tal como o que aconteceu em 1985 no Nevado del Ruiz na Cordilheira Central da Colômbia e que destruiu a cidade de Armero provocando cerca de 25.000 mortes.
(Foto de cima Folha de São Paulo/Terra;

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hidrogeologia é atribuição de geólogo, sim !

A questão da hidrogeologia e a discussão que volta e meia retorna no sistema CONFEA-CREAs para a  "abertura" da atribuição a profissionais sem preparo e capacitação tem duas faces. A primeira delas é uma disputa corporativista por mercado de trabalho e de serviços, apoiada no poder e nas influências. Um reflexo da "banda podre" da cultura política brasileira, pois o objetivo final é ocupar espaços e ganhar dinheiro. É claro que não sou contra a ganhar dinheiro, mas principalmente nesse caso tem que ser pela formação e pela competência.
O outro lado da questão, é o resultado dessa ação sobre o usuário final do serviço ou melhor "da obra" como querem os engenheiros civis. Há exemplos de poços perfurados sem o mínimo cuidado quanto a análise da qualidade da água, que tiveram resultados nefastos sobre a população, como o que foi perfurado lá pela década de 1980 na localidade de São Joaquim do Pontal, municipio de Itambaracá, norte do Paraná, em cuja água não foi analisado o teor de fluoretos. O resultado é que 68% das crianças mostraram fluorose dentária a ponto de ser necessária a substituição de dentes por próteses, tal o grau de severidade da moléstia.
Outro caso clássico é o da cólera endêmica que havia (e acho que ainda há) em Bangladesh. O governo central e a ONU patrocinaram a perfuração de milhões (sim, eu disse milhões) de poços para que a população evitasse o consumo da água superficial contaminada com o vibrião. A água não foi analisada com o cuidado necessário ou por desleixo, esquecimento ou falta de suporte analítico e o resultado é que o arsênio presente no aquífero em estado reduzido de valência, oxidou-se e produziu muitas centenas de casos de câncer de pele que evoluíram para casos mais graves e morte. É logico que nem todos os poços apresentaram o problema, mas mesmo assim a população exposta ao risco está na casa de dezenas ou centenas de milhares.
A conclusão é que a perfuração de um poço não é apenas uma obra de engenharia, pois envolve o conhecimento do aquifero e principalmente a caracterização incial e o monitoramento da qualidade da água (dadas as flutuações sazonais que ocorrem nos teores) da maneira mais completa possível. Imagine quantas vezes por semana a água de uma estação de tratamento de água é submetida a uma análise completa com o apoio e participação de sanitaristas, quimicos, analistas etc. Se é assim com a água tratada, porque a água de um poço tubular raso ou profundo não é considerada de maneira semelhante ? Porque a água subterrânea é tratada como se fosse um produto quimicamente puro e eternamente puro ? Se ela recebeu a classificação de água mineral, é porque não é pura e tem carga iônica de composição variada e característica, ora bolas. Irresponsabilidade, desleixo, desconhecimento, ignorância, dificuldades burocráticas na contratação de um bom laboratório (eu disse um bom laboratório) ou conveniências politicas eleitoreiras ?
E fazendo um trocadilho cruel e politicamente incorreto, "quem bebe é que toma !

terça-feira, 30 de março de 2010

Candidato ao Prêmio IGnobil

O artigo de  Dennis Upper, publicado no Journal of Applied Behavior Analysis (1974) cuja cópia integral publico ao lado é um sério candidato ao Prêmio Ignóbil. O título é bastante significativo "O fracasso do auto tratamento de um caso de 'bloqueio de escrita". Como bem salientou o revisor A, cujo parecer foi também publicado (o que é incomum)  "Estudei esse manuscrito com muito cuidado, usando suco de limão e raios X e não descobri nenhum erro de pesquisa ou idioma. Sugiro que seja publicado de forma integral. Claramente é o manuscrito mais conciso que jamais tive a oportunidade de ler(...) Certamente encontraremos um lugar para ele no Journal - talvez no canto de uma página em branco." Excelente parecer e encaminhamento.

Como é necessário "matar a cobra e mostrar o pau", essa imagem foi obtida do PubMed Central e pode ser acessado em
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1311997/

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O meteorito e o cordel

A poesia de cordel é um dos ícones da cultura nordestina do Brasil. que usa os mais diversos temas como inspiração. Eu não conheço muitas, mas gosto do vocabulário, da métrica, das rimas e dos temas. Navegando na Internet encontrei o Luar do Conselheiro, pseudônimo de um poeta de cordel que escreveu entre outros, A Saga da Pedra de Bendegó, que conta a história da queda do meteorito em território bahiano e da expedição que o levou para o Rio de Janeiro.
Na capa o cordelista explica: "A pedra do Bendegó, ferida latente no povo catingueiro, o maior meteorito encontrado no Brasil, roubado pelo Império e levado ao museu Nacional no Rio de Janeiro é o tema deste cordel de protesto, que traduz a insatisfação popular e o descaso das autoridades brasileiras em preservar nosso patrimônio."
Escrevi pedindo autorização para postar nesse blog e aí está a resposta dele:
Caro Otávio. fico feliz com tua ideia! tá autorizado...arroche o nó! e o que precisar de mim estou a tua disposição. se der coloca o meu blog, versosdoluar.blogspot.com assim quem quiser pode saber mais do meu trabalho. graaaaaaaande e cordial abraço!

"Mandei bala e arrochei o nó" e aí está o link para essa obra de um poeta popular que usou um fenômeno da natureza como inspiração http://www.portaldocordel.com.br/doc/cordeisDown/pedraBedengo.pdf

O meterito de Bendegó é um siderito irregular com dimensões máximas de 215 x 145 x 58 cm, com uma massa calculada em 5360 kg, composta de 92,70 % Fe, 6,52 % Ni, 0,47 % Co, 0,22 % P e traços de S, Cu, Cr, As, Au, Pt, Pd, Os, Ir, Rh, Ru, etc. Não encontrei na Internet uma fonte confiável com a composição química completa do Bendegó. Se algum leitor conhecer, peço que me informe.
A foto do transporte do meteorito de Bendegó para o Rio de Janeiro é do relatório da expedição comandada por José Carlos de Carvalho, escrito em 1888 ao Ministério de Agricultura, Comércio e Obras Públicas e à Sociedade Geográfica do Rio de Janeiro, cuja cópia digitalizada está em
A foto do menino sobre o meteorito de Bendegó é de http://www.meteoritos.com.br/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hg, As e sífilis

Numa manhã de domingo, conversando com meu pai, médico formado na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1947, veio o assunto dos antigos tratamentos para doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a sífilis. Mesmo que esse tema diga muito mais à farmacologia que à exploração geoquímica, me parece interessante abordá-lo.
Desde o final do século XVII, e talvez até antes disso, o tratamento padrão para a sífilis era à base de calomelano, um composto à base de 88% Hg2O e 12 % Cl. Esses tratamentos eram baseados em soluções injetáveis desse composto de alta toxicidade, se prolongavam por semanas com aplicações diárias dessas injeções que provocavam reações terríveis como violentas cólicas hepáticas e crises de vômito. O que mais me impressionou foram as pomadas de Metchinikoff e Roux com 33 gramas de calomelano mais lanolina e vaselina, de cor quase negra, embaladas em latas, que eram usadas para aplicações e fricções nas lesões de pele e também para besuntar a pele dos bebês, de pais portadores de sífilis. Lá pelas décadas de 1930-40 esse tratamento foi sendo gradativamente substituído pelas injeções endovenosas de Arsenox, um composto injetável à base de As. Essas injeções deveriam ser ministradas rapidamente pois o composto "coagulava" dentro da seringa e se a agulha saisse da veia, produzia uma lesão horrível.
Depois, procurando na Intermet, encontrei uma tese de doutorado defendida em 1921 na Faculdade de Medicina do Porto, pelo médico Luis Antonio Corte Real. Nessa tese, há a referência aos gabinetes profiláticos implantados pelo exército americano durante a 1ª Guerra Mundial, ao qual eram obrigados a comparecer todos os soldados. Nesses gabinetes, faziam a aplicação de pomadas de calomelano e uma injeção uretal de Protargol, um antisséptico e germicida, um composto com 8% de Ag soluvel em água. Há também uma descrição do tratamento e reações adversas nos pacientes, bem como reflexões e criticas do Dr. Corte Real sobre as possibilidades de intoxicação e até a morte dos pacientes.
Essa tese "Notas sobre a sífilis" está digitalizada e disponível em (http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/17561/3/197_2_FMP_TD_I_01_P.pdf).
Finalizando, lembro de um LP de vinil com obras de Mozart que tenho na minha coleção, e cuja resenha da contra-capa foi escrita por um médico e que faz um diagnóstico da causa morte do Wolfgang, que teria sido por falência do sistema renal e hepático, provavelmente provocado pelas altas doses de calomelano para o tratamento da sífilis.

Ao final fico imaginando quantos pacientes não morreram do remédio e quantos não ficaram com sequelas permanentes pela intoxicação mercurial. Vale lembrar que o "mal de Minamata" foi relatado somente após a 2ª Guerra Mundial devido aos resíduos ricos em compostos organomercuriais produzidos por uma fábrica de PVC, localizada nas margens da baía de Minamata, no Japão.

sábado, 16 de janeiro de 2010

SOLIDARIEDADE AO HAITI

O Haiti precisa da ajuda e da colaboração de cada um de nós.
Consegui em outro blog as contas bancárias de algumas organizações que estão, há muitos anos envolvidas com trabalho no Haiti.
Assim, nenhuma é oportunista nem irá se aproveitar dessa situação de catástrofe que esse pobre país está atravessando. Escolha uma dessas, e na própria agência bancária verifique os dados como CNPJ e faça a sua doação. Se preferir, procure qualquer outra que seja de sua confiança e faça a sua doação. O que não é aceitável é fingir que a catastrofe não ocorreu e que tem milhares de pessoas morrendo de fome, sede e necessitando de auxílio médico.
Quanto custa uma cerveja ? É o suficiente para salvar a vida de alguém  !

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC  Agência: 1276
Conta Corrente: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

ONG Viva Rio
Banco: Banco do Brasil   Agência: 1769-8
Conta Corrente: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

Care Internacional Brasil
Banco: ABN Amro Real   Agência: 0373
Conta corrente: 5756365-0
CNPJ: 04180646/0001-59

Médicos Sem Fronteiras
Doação diretamente no site
http://www.msf.org.br/haiti/formulario/index.html

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Escrevendo um artigo científico

A dor ensina a gemer é um velho dito popular que se aplica muito bem ao processo de escrever um artigo científico.
A simples escolha e elaboração do título é um parto doloroso pois a quantidade de palavras deve ser calculada de forma a sintetizar o conteúdo despertando a atenção do leitor, e por outro lado evitando que o título fique maior que o resumo.
O resumo, ah o resumo ! Como poderei resumir em 20 linhas os resultados de uma pesquisa que me consumiu muitos meses de árduo trabalho e que a caro custo consegui sintetizar num artigo de 25 páginas?
A descrição dos materiais e dos métodos é um pouco mais simples, mas será que um outro pesquisador, lendo a minha descrição conseguirá  repetir o meu experimento ? Será que todos os que usam o gráfico R1 x R2 de De La Roche et al (1980) para classificação de rochas ígneas sabem se o cálculo deve ser  feito com os óxidos em base anidra ou hidratada? É difícil repetir os passos de De La Roche e seus amigos já que o processo não está descrito no artigo original e "que deu origem à série".
Relatar resultados é um pouco mais complicado pois além de escrever o texto de forma clara, envolve análises numéricas, elaboração de gráficos e tabelas estatísticas e montagem de mapas com todos aqueles detalhes de escala gráfica, malha de coordenadas, processos de digitalização e tratamento de aplicativos de CAD e SIG. O que é melhor: uma tabela ou um gráfico? Dá para sintetizar e representar todas essas tabelas num mapa ?
E a parte mais importante do artigo que é a discussão dos resultados ? Se não há nada a discutir, então não existe nenhuma razão para escrever o artigo.
Muito cuidado com as referências e com as citações pois em tempos de internet, ficou muito fácil descobrir um plágio  e  "um dia o corpo bóia" ! Já li um trabalho que usou resultados analíticos produzidos por outro autor, publicados dois anos antes. Para tentar iludir o leitor e apropriar-se dos dados do pobre antecessor, o malandrinho (ou seria malandrinha?) usou o expediente grotesco de trocar a sigla de identificação das amostras. Esqueceu apenas de que todos os teores permaneceram idênticos e que um dia o Otavio poderia ler e comparar os dois artigos !
Quem usa muitos "apud", "in" ou "citado por" me passa a nítida impressão de preguiça em buscar e consultar a fonte original e a preguiça é inimiga mortal de uma boa pesquisa e do procedimento  científico. Nada como a consulta à fonte original pois lembro de de outro provérbio que minha avó usava muito "Quem conta um conto aumenta um ponto ! ".
Por essas e por outras, lembre sempre da brilhante frase de Albert Einstein "Ciência é 10% de inspiração e 90% de transpiração".

Algumas idéias que usei acima e muitas outras, estão na boa página do Prof Alexei Sharov do  Departamento de Entomologia (sim, insetos, porque não ?) do Virginia Tech, Blacksburg, Virginia:
http://www.ento.vt.edu/~sharov/PopEcol/lab2/lab2.htm Vale a pena consultar !

sábado, 9 de janeiro de 2010

Da série "País que não preserva sua história" - Minas Gerais, quem diria...

Deu na INTHEMINE edição de setembro/outubro de 2009, página 5 (http://www.inthemine.com.br/)

Prezada Jornalista Tébis Oliveira, o espectrógrafo que foi usado para detectar o nióbio de Araxá em 1953 está sucateado no CETEC (Centro Tecnológico de Minas Gerais). Abandonei a idéia de sua recuperação. O Governo do Estado resolveu fechar o Museu de Mineralogia Djalma Guimarães para onde ia o instrumento, cedendo o seu acervo para um novo Memorial das Minas e do Metal que, dizem, terá uma sala (ou auditório ?) com o nome de Djalma Guimarães. O que se sabe, é que não será um museu, e sim uma mostra virtual (projeções e filmes - coisa maluca !) Com o fechamento do Museu, extingue-se o último vestígio da Geociência no âmbito da adminstração estadual das "Minas" Gerais. Djalma Guimarães "Requiescat in Pace..." Saudações Cláudio V. Dutra.

Nessa mensagem enviada pelo eminente Prof. Cláudio Vieira Dutra à INTHEMINE há vários fatos que chamam a atenção:
1. a extinção do Museu Djalma Guimarães, que ficava no centro de Belo Horizonte, com bom acervo de rochas e minerais e de materiais pessoais e profissionais de Djalma Guimarães, um dos mais importantes geoquímicos que o Brasil já teve.
2. será possível que o Memorial de Minas e do Metal de Minas Gerais contará apenas com exposição virtual  ?
3. para onde irá o acervo do Museu Djalma Guimarães ?
4. a inexistência na estrutura governamental de Minas Gerais de um orgão específico que se preocupe com a geologia e a mineração. Parece que Minas Gerais não tem nada a dever de seu desenvolvimento e de sua história à geologia e à mineração.