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sábado, 12 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Geólogos da URGS - UFRGS
O Chatô visto da Praça Argentina
Começo hoje a postar as relações dos geólogos formados pela antiga Escola de Geologia da Universidade do Rio Grande do Sul, e depois pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde 1960 até 2010, foram graduados 1.117 geólogos.
Pelo que consegui recuperar, são quatro períodos históricos
1961 - 1964 - Campanha de Formação de Geológos CAGE
1965 - 1968 - Escola de Geologia da Universidade do Rio Grande do Sul URGS
1969 - 1970 - Escola de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS
1971 - 2011 - Instituto de Geociências da UFRGS
Pelo que consegui recuperar, são quatro períodos históricos
1961 - 1964 - Campanha de Formação de Geológos CAGE
1965 - 1968 - Escola de Geologia da Universidade do Rio Grande do Sul URGS
1969 - 1970 - Escola de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS
1971 - 2011 - Instituto de Geociências da UFRGS
Cada turma será postada separadamente para facilitar a leitura e a identificação de eventuais incorreções.
A relação nominal, o ano de graduação e a turma, foram fornecidos pela Secretaria do IG-UFRGS, outras informações foram obtidas pesquisando na Internet (por isso podem haver informações desatualizadas ou incorretas) ou foram enviadas pessoalmente pelos ex-alunos junto com a autorização para a divulgação. Alguns poucos colegas enviaram seus dados mas não permitiram a divulgação.
Para correções ou acréscimos, enviar mensagem para otavio.licht@yahoo.com.br
Foto do Chatô: http://www.ufrgs.br/geodesia/fotos/FotosdeLocais/Chateau.jpg
terça-feira, 8 de março de 2011
É do sul da Africa que viemos
Em artigo publicado na edição da semana de 7 de Março de 2011 dos Proceedings of the National Academy of Sciences, um nova pesquisa fortalece a versão que os humanos modernos surgiram, evoluiram e disseminaram-se a partir de raízes plantadas no sul e não no leste do continente africano. Aí está o Abstract desse artigo que tem a seguinte observação This Feature Article is part of a series identified by the Editorial Board as reporting findings of exceptional significance.
Hunter-gatherer genomic diversity suggests a southern African origin for modern humans.
Brenna M. Henna, Christopher R. Gignoux, Matthew Jobinc, Julie M. Granka, J. M. Macpherson, Jeffrey M. Kidd, Laura Rodríguez-Botigué, Sohini Ramachandran, Lawrence Hon, Abra Brisbin, Alice A. Lin, Peter A. Underhill, David Comas, Kenneth K. Kidd, Paul J. Norman, Peter Parham, Carlos D. Bustamante, Joanna L. Mountain, and Marcus W. Feldman
Abstract
Africa is inferred to be the continent of origin for all modern human populations, but the details of human prehistory and evolution in Africa remain largely obscure owing to the complex histories of hundreds of distinct populations. We present data for more than 580,000 SNPs for several hunter-gatherer populations: the Hadza and Sandawe of Tanzania, and the ≠ Khomani Bushmen of South Africa, including speakers of the nearly extinct N|u language. We find that African hunter-gatherer populations today remain highly differentiated, encompassing major components of variation that are not found in other African populations. Hunter-gatherer populations also tend to have the lowest levels of genome-wide linkage disequilibrium among 27 African populations. We analyzed geographic patterns of linkage disequilibrium and population differentiation, as measured by FST, in Africa. The observed patterns are consistent with an origin of modern humans in southern Africa rather than eastern Africa, as is generally assumed. Additionally, genetic variation in African hunter-gatherer populations has been significantly affected by interaction with farmers and herders over the past 5,000 y, through both severe population bottlenecks and sex-biased migration. However, African hunter-gatherer populations continue to maintain the highest levels of genetic diversity in the world.
domingo, 6 de março de 2011
Ciência às últimas consequências
Entre o grupo de bons e excelentes vulcanólogos, Maurice e Katia Krafft, sobresssaíam por terem uma profunda obstinação, uma desmesurada curiosidade, uma imensurável dedicação à ciência e uma força vulcânica.
Dois profundos conhecedores dos processos eruptivos, expunham-se com risco calculado - mas que para alguns colegas beirava a loucura - para coletar dados confiáveis diretamente nos centros de erupção em atividade. Em 25 anos de trabalho incessante eles visitaram e estudaram praticamente todos os vulcões do mundo. Coletaram amostras de gases, cinza, lava e rocha e produziram 300.000 fotos e 300 horas de filmes de excelente qualidade contribuindo de maneira inquestionável para o aprofundamento do conhecimento científico da física dos processos eruptivos.
Como era previsto por muitos, morreram em 3 de junho de 1991 na estupenda erupção do Unzen nas vizinhanças de Shimabara, Japão, que levou também o vulcanólogo Harry Glicken.
A lista de seu legado bibliográfico e filmográfico é extensa :
Livros
1974 - KRAFFT M. - Guide des volcans d’Europe (généralités, France, Islande, Italie, Grèce, Allemagne), préf. Jean Orcel. Delachaux et Niestlé, Neuchâtel (Suisse), 412 p.
1974 - KRAFFT M. - Guide des volcans d’Europe (généralités, France, Islande, Italie, Grèce, Allemagne), préf. Jean Orcel. Delachaux et Niestlé, Neuchâtel (Suisse), 412 p.
1975 - KRAFFT K. & M. - A l’assaut des volcans, Islande-Indonésie. Presses de la Cité, Paris, 109 p.
1975 - KRAFFT K. & M. - Les Volcans. Draeger-Vilo, Paris, 174 p.
1977 - KRAFFT K. & M. et BÉNARD Roland - La Fournaise, Volcan actif de l’île de la Réunion. Éditions Roland Benard, Saint-Denis (La Réunion), 121 p.
1979 - KRAFFT K. & M. - Volcans, le réveil de la Terre. Hachette-Réalités, Paris, 158 p.
1981 - KRAFFT K. & M. - Dans l’antre du Diable, volcans d’Afrique, Canaries et Réunion. Presses de la Cité, Paris, 124 p.
1981 - KRAFFT M. - Questions à un volcanologue : Maurice Krafft répond. Hachette-Jeunesse, Paris, 233 p.
1982 - KRAFFT K. & M. - Volcans et tremblements de terre. (Nouvelle édition.), Les Deux Coqs d’Or, 78 p.
1984 - KRAFFT K. & M. - Volcans et dérives des continents. (Nouvelle édition de Notre Terre, une planète vivante, publiée en 1978), Hachette, Paris, 157 p.
1984 - KRAFFT M. - Le monde merveilleux des volcans, dessins de Gilles Bachelet Hachette-Jeunesse, collection « Dis pourquoi? des 5-8 ans », Paris, 59 p.
1984 - KRAFFT M. - Les volcans et leurs secrets. Nathan, Paris, 64 p.
1985 - KRAFFT K. & M. - Les plus beaux volcans, d’Alaska en Antarctique et Hawaï. Solar (autour du monde), Paris, 88 p.
1985 - KRAFFT K. & M. - Volcans et éruptions, dessins d’André Demaison. Hachette-Jeunesse (Le temps de la découverte), Paris, 93 p.
1986 - KRAFFT K. & M. - Les volcans du monde. Éditions Mondo S.A., Vevey-Lausanne (Suisse), existe également en allemand et italien, 152 p.
1986 - KRAFFT M. et BÉNARD Roland - Au cœur de la Fournaise. Éditions Nourault - Bénard, Saint-Denis, La Réunion, 220 p.
1987 - KRAFFT K. & M. - Volcans du monde. Flammarion, Coll. L’Odyssée, Paris, 190 p.
1988 - KRAFFT K. & M. - Objectif volcans. Nathan Image, Paris, 154 p.
1989 - KRAFFT M. et FAYREAU Luc - Les volcans, des montagnes vivantes. Gallimard Jeunesse, Coll. Découvertes benjamin, 34 p.
1990 - KRAFFT K. & M. - Führer zu den Virunga Vulkanen. Enke, Stuttgart.
1991 - KRAFFT M. - Les feux de la Terre, histoire de volcans. Découvertes Gallimard, Paris, 208 p.
1991 - KRAFFT M. et De LAROUZIÈRE François-Dominique - Guide des volcans d’Europe et des Canaries : France, Islande, Italie, Grèce, Allemagne, Canaries. Delachaux et Niestlé, Suisse, 455 p.
1999 - KRAFFT M. et De LAROUZIÈRE François-Dominique - Guide des volcans d’Europe et des Canaries : France, Islande, Italie, Grèce, Allemagne, Canaries. Réédition, Delachaux et Niestlé, Lausanne, Paris, 416 p.
Filmografia
1988 - KRAFFT K. & M. - Vingt ans à l’assaut des volcans, 32+22 min.
1988 - KRAFFT K. & M. et GÉRENTE Alain - La Fournaise, un volcan dans la mer, 26 min.
1990 - KRAFFT M. - Volcans de Hawaï et éruptions hawaïennes, 25 min.
Foto da erupção do Unzen S. Nakada, Univ. of Tokyo (disponivel em http://www2.gi.alaska.edu/ScienceForum/ASF15/unzen%20images.html)
Para saber mais:
http://www.lave-volcans.com/gdesfig_krafft_hommage.html
http://ciencias3c.cvg.com.pt/casal_kraft.htm
Centro de Informações Geológicas da MINEROPAR
Se você mora em Curitiba ou quando passar por aqui, recomendo a visita ao Centro de Informações Geológicas do Serviço Geológico do Paraná - MINEROPAR que foi inaugurado no final de 2011. Um completo e bem ilustrado roteiro com interatividade e com maquetes para representação dos conceitos da história do universo, dos planetas, a evolução da Terra, dos processos geológicos da dinâmica interna e externa. Além disso, a Coleção de Minerais "Orville Derby" é muito bem constituída com exemplares raros e comuns, mas todos muito representativos. Vale a pena visitar ! Uma iniciativa que deveria ser reproduzida por outros Serviços Geológicos estaduais e Universidadesquinta-feira, 3 de março de 2011
Províncias geoquímicas - verdade ou mito ?
Há alguns anos iniciou-se uma discussão sobre a verdadeira origem de anomalias geoquímicas de grandes dimensões (large scale patterns) que foram e ainda estão sendo identificadas em diversas regiões do mundo. Essas estruturas e padrões geoquímicos de dimensões continentais surgem do tratamento e cartografia dos dados obtidos com levantamentos regionais de baixa densidade, como os executados em toda Europa, na China, Canadá, Estados Unidos, em alguns países da Africa, América do Sul e em alguns estados do Brasil como Paraná, Rio de Janeiro e a região nordeste.
Essa discussão começou com a publicação de Clemens Reimann and Victor Melezhik (Metallogenic provinces, geochemical provinces and regional geology — what causes large-scale patterns in low density geochemical maps of the C-horizon of podzols in Arctic Europe? Applied Geochemistry, Volume 16, Issues 7-8, June 2001, Pages 963-983). Eles observaram que os mapas geoquímicos produzidos com amostras muito dispersas (1 estação de amostragem a cada 300 km2) ficaram evidenciados claros padrões regionais de distribuição. Algumas dessas feições refletiam contatos litológicos, outras indicavam lineamentos e estruturas inexistentes nos mapas geológicos, outras mercavam eventos hidrotermais e alterações de grandes dimensões, e finalmente outros estavam relacionados a depósitos minerais. No entanto, alguns grandes depósitos mienrais e mesmo famosas províncias metalogênicas ficavam muito sutilmente ou não apareciam nesses mapas geoquímicos. Dessa maneira os autores contestaram o conceito de província geoquímica, por considerá-lo muito impreciso e sem qualquer ajuste as províncias metalogênicas.
Reimann foi depois disso radicalizando essa opinião.
No entanto, diversos autores como Bolviken e Xie Xuejing já haviam estabelecido uma nomenclatura dependente da escala e da intensidade dos teores para os padrões de distribuição de elementos isolados ou associações, desde anomalias locais até padrões continentais.
É evidente que províncias geoquímicas não têm a mesma configuração que províncias metalogênicas. Uma província geoquímica diz respeito à distribuição da abundância de elementos isolados ou associados e a província metalogênica diz respeito aos processos mineralizadores.
É claro que os processos de mobilização e de dispersão dos elementos assim como as suas fontes, são bastante diferentes e por esse motivo não pode haver uma concordância quanto a configuração e abrangência dos dois tipos. É o mesmo que ocorre quando se compara um mapa geoquímico com um mapa geológico ou com um mapa geofísico. Será muito normal se alguém não encontrar grandes concordâncias entre os limites de unidades geológicas com as anomalias geoquímicas ou entre anomalias e estruturas geofisicas com as estruturas e anomalias geoquímicas. Processos diferentes ou técnicas de medida diferentes, geram produtos diferentes.
terça-feira, 1 de março de 2011
Revendo conceitos
Relendo a matéria postada em 21 de fevereiro e que provocou compreensível polêmica, e em atenção à carta enviada pelo Sr. Marcell Bresser e apoiadores (ver comentários da matéria postada em 24 de fevereiro) de que foram "palavras muito fortes para uma jovem em início de carreira e que talvez não soube medir o alcançe de seu pronunciamento", informo que retirei da postagem de 21 e de 24 de fevereiro todas as referências que não fossem relativas apenas ao tema em questão.
Espero que com essa retificação e com esse meu pedido de desculpas ela sinta-se mais confortável e tranquila. Espero também que com essa minha atitude essa polêmica esteja encerrada.
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